75. Inocência

Posted in Sem categoria on agosto 12, 2010 by Rê

Perdi minha inocência quando descobri que D´us matava.

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74. Cresci

Posted in Sem categoria on abril 2, 2010 by Rê

Cresci e só agora vejo a sua dor.

Cresci e descobri que sofre mais do que seu sorriso.

Cresci e aprendi que seus olhos são mais fracos do que o meu.

Cresci e entendi que o fracasso é meu, não seu.

73. Delírio

Posted in Sem categoria on abril 1, 2010 by Rê

O delírio nunca esteve tão perto de mim.

Ele me olha

E as palavras fluem sem nenhuma barreira.

O corpo não tem alma

Me diz.

E o cigarro alimenta.

Talvez você nunca vá a universidade

Mas talvez eu nunca saiba tanto quanto você.

72. Noite

Posted in Sem categoria on março 18, 2010 by Rê

Sinto-me como a noite: quieta e só.

71. Denso.

Posted in Sem categoria on fevereiro 15, 2010 by Rê

Engasgada na altura do olhos, da boca, do peito, do ventre, dos joelhos, dos tornozelos.

Tudo que se abre, que se fecha, me contorce e me amarra. Denso, sempre denso, denso, denso, que se solta na leveza do não controle.

Se solta, me agarra e dança comigo.

70. Coração

Posted in Sem categoria on fevereiro 1, 2010 by Rê

Meu coração vai do meio do meu peito ao meio do meu estômago.

69. Não toque ai!

Posted in Sem categoria on janeiro 16, 2010 by Rê

As palavras me saem num fluxo continuo, e volta e meia, preciso me lembrar de respirar para continuar a liberá-las pelo ar. Como gases de uma Coca Cola quente, que escreveu Sérgio no poema sobre a loucura, explodem em mim em forma de impressões.

 Cuba, é um pequeno símbolo de resistência, luta, necessidades e ditadura. O regime resiste, a luta revolucionária tem propaganda por todos os lados, necessita-se de tudo e a ditadura é um fato.  No País das Maravilhas nada se pode, mas tudo se faz.

 Não se pode ter acesso a internet, não se poder pensar contra, não se pode ver televisão de fora ( novelas brasileiras permitido), não se pode ter carro, não se pode ter casa, não se pode sair do país… não, não, não, não. Uma criança em permanente educação, onde o pai caprichoso grita não a tudo.